Trocou o Porto pelos Estados Unidos em 2005 para investir numa carreira musical. À segunda nomeação para os Grammy, André Allen Anjos levou o prémio para casa.
André Allen Anjos, que em 2005 trocou o Porto pelos Estados Unidos, é um dos vencedores da 59.ª edição dos Grammy, cuja cerimónia decorreu este fim de semana, em Los Angeles.
O produtor venceu o Grammy “Best Remixed Recording” (Melhor Gravação Remisturada), com o tema “Tearing me up”, de Bob Moses, tornando-se assim no primeiro português a ser distinguindo com um destes prémios de música.
“Há dez anos iniciei este projeto no quarto do dormitório e nunca pensei que estaria aqui. Isto é de loucos”, disse em palco.
O produtor português é um dos fundadores do coletivo RAC (Remix Artist Collective) e esta foi a sua segunda nomeação nos Grammy.
A primeira tinha sido em 2015, na mesma categoria, com uma remistura do tema “Say My Name”, uma colaboração da dupla de eletrónica norte-americana Odesza com a inglesa Zyra.
Numa entrevista ao ‘site’ P3, publicada em 2012, André contou que durante dois anos “tentou vingar na indústria musical em Portugal, mas as suas tentativas nunca deram resultados, pelo menos a curto prazo, por isso não hesitou quando teve a oportunidade de continuar os seus estudos no estrangeiro”.
Na altura, recordou que a primeira remistura dos RAC foi do tema “Sleeping Lessons”, dos The Shins. Entretanto, no currículo dos RAC estão remisturas de músicas de, entre outros, Yeah Yeah Yeahs, Kings of Leon, Lana del Rey, Two Door Cinema Club, Radiohead e Lady Gaga.
Recorde-se que, em 2014, o fadista Carlos do Carmo foi distinguido com um Grammy Latino de Carreira, atribuído pela Academia Latina de Artes de Gravação e Ciência.
































