A organização do evento foi feita em conjunto pelas missões de representação na ONU de Portugal, Israel e Peru, em comemoração do dia internacional em memória das vítimas do holocausto, assinalado no dia 27 de janeiro.
Aristides de Sousa Mendes foi um dos 36 diplomatas homenageados na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA), por terem ajudado milhares de pessoas durante a Segunda Guerra Mundial.
António Guterres, secretário-geral da ONU, presidiu à homenagem e lembrou o papel destes diplomatas durante o Holocausto. Guterres sublinhou ainda, no seu discurso, a discriminação sobre minorias, o antissemitismo e os crimes de ódio e contra a humanidade que se registaram na história da Segunda Guerra Mundial, mostrando a «capacidade da humanidade de indiferença ao sofrimento».
Portugal foi um dos países que promoveu esta homenagem que contou com a participação do representante permanente de Portugal junto da ONU, Francisco Duarte Lopes e da Cônsul-geral em Nova Iorque, Maria de Andrade Mendes.
A exposição na sede da ONU, intitulada “Beyond Duty” (Além do dever), presta tributo ao português Aristides de Sousa Mendes e outros sete diplomatas internacionais, considerados “Justos Entre as Nações” pelo Centro Mundial de Memória do Holocausto, Yad Vashem, por terem ajudado a salvar milhares de judeus durante a Segunda Guerra Mundial.
Aristides de Sousa Mendes, primeiro diplomata reconhecido pelo centro Yad Vashem como “Justo Entre as Nações”, em 1966, foi cônsul em Bordéus, França, tendo dado vistos a milhares de judeus que tentavam escapar e tomou, assim, a decisão de «desobedecer a instruções explícitas do seu governo», liderado por António de Oliveira Salazar, segundo descreve a exposição.
«Cerca de 15.000 a 20.000 refugiados judeus puderam entrar em Portugal e as organizações judaicas em Lisboa, como a Joint, HIAS-HICEM e a Agência Judaica facilitaram a partida dos refugiados. Em 1943-1944, Portugal resgatou várias centenas de judeus portugueses da Grécia e da França, mas não ajudou 4.303 judeus holandeses de origem portuguesa, que foram consequentemente deportados para campos de exterminação», pode ler-se num dos painéis instalados à entrada da sede da ONU.
































