Nos últimos anos, Gabriela Albergaria teve exposições em cidades como Nova Iorque, Lisboa, São Paulo, ou Caracas.
A artista portuguesa Gabriela Albergaria tem uma exposição patente em Nova Iorque, até 25 de março, em conjunto com o japonês Shinji Turner-Yamamoto, em que explora a relação entre Homem e Natureza.
A exposição de Gabriela Albergaria, que pode ser vista na galeria de arte Sapar Contemporary, intitula-se “Substance and Increase” (Substância e Aumento) e conta com 11 painéis, representando árvores, folhas e solo, inspirados nas árvores do jardim botânico de Brooklyn.
A exposição reúne ainda lápis de cor, que remetem para as cores das folhas recolhidas no jardim quando Albergaria viveu na cidade, e um conjunto de tapeçarias monocromáticas, feitas com uma técnica tradicional portuguesa, acompanhadas por cores e textos nas paredes.
“Albergaria encaixa crescimento orgânico – troncos que parecem torres, ramos franzinos que partem em diferentes direções, uma copa difusa de folhas – num sistema de várias partes, geométrico, que é claramente uma invenção humana”, explica a galeria.
Turner-Yamamoto apresenta, por seu lado, um conjunto de quadros e pequenas esculturas feitas com materiais variados como fósseis, resina de arvores, cristais ou água da chuva.
A galeria explica que tanto Gabriela Albergaria, que vive entre Lisboa e Londres, e Shinji Turner-Yamamoto, nascido no Japão, mas residente no Ohio, nos EUA, “utilizam (refazendo e transformando) substâncias naturais, por vezes colecionadas em locais longínquos, em trabalhos híbridos que são ao mesmo tempo encontrados e construídos, naturais e mediados – uma confluência real entre natureza e cultura.”
A galeria justifica o tema da exposição com o atual momento político e a necessidade de abordar os efeitos da ação do homem sobre o planeta Terra.
“Aconteceram três debates na recente campanha presidencial, todos moderados por jornalistas estimados. Nem um desses jornalistas perguntou a um dos dois candidatos uma única pergunta sobre mudanças climáticas, o tema mais urgente que enfrentamos”, explica em comunicado.
Nos trabalhos dos dois artistas, no entanto, esta relação é trazida para o centro da conversa, “em trabalhos que são analíticos e de alguma forma científicos, baseados num estudo próximo e sério da natureza.”
“Aqui não há um desprezo altivo pela natureza. Em vez disso, o que encontramos são interseções, bem pensadas e com espírito, entre nós e o mundo vivo”, conclui a galeria.
































