O Camões – Centro Cultural Português em Maputo reabriu recentemente, após a suspensão das atividades devido à covid-19, com uma exposição fotográfica de Mário Macilau, que retrata a crise de água em Moçambique e a sua importância para a humanidade.
«Esta exposição relata a crise de água em Moçambique com o objetivo de chamar a atenção da sociedade sobre a forma como tem tratado e explorado o meio ambiente», disse Mário Macilau, fotógrafo moçambicano.
Designada ‘Água’, a série de fotografias, apresentadas a preto e branco nas paredes do Camões, foi capturada durante os últimos três anos em Moçambique e retrata a crise do recurso, destacando a sua importância como um «bem fundamental de vida para a humanidade», principalmente em tempos de pandemia.
«Atualmente, a água é o elemento essencial para a prevenção contra a pandemia. Imagine se a situação piorar enquanto estamos numa crise de água», afirmou Macilau à Agência Lusa.
Para o escritor moçambicano João Borges Coelho, que apresentou uma «reflexão poética sobre a exposição», o trabalho de Mário Macilau coloca as pessoas «em contacto com o mundo e com a natureza».
«Estas fotografias trazem a realidade para junto de nós», destacou o escritor.
A exposição fotográfica marca a reabertura do Camões, que esteve encerrado desde março devido às restrições impostas pela pandemia do novo coronavírus.
A mostra, que está aberta até 2 de outubro, foi organizada pelo Camões, contando com o patrocínio da WaterAid Moçambique e apoio da Art Dispersion de Portugal.


































