A China vai injetar o equivalente a 156 mil milhões de euros para travar o impacto causado pelo coronavírus na economia.
O banco central chinês anunciou no domingo (2 de fevereiro) que irá injetar 1.200 milhões de yuans (156 mil milhões de euros) para ajudar a economia afetada pelo surto de pneumonia viral.
A operação foi concretizada na segunda-feira, quando os mercados financeiros chineses reabriram após o longo feriado de ano novo lunar, estendido devido ao surto do novo coronavírus.
Em comunicado, o instituto de emissão explicou que a intervenção servirá para manter «uma liquidez razoável e abundante» para o sistema bancário e a estabilidade do mercado cambial. A banca tinha já anunciado no passado fim de semana uma série de medidas destinadas ao crédito das empresas que estão a contribuir para lutar contra o surto do novo vírus.
O surto está a afetar vários setores da economia chinesa. As praças financeiras de Xangai e Shenzhen reabriram na segunda-feira depois de 10 dias encerradas.
A China elevou no domingo para 304 mortos e mais de 14 mil infetados o balanço do surto de pneumonia provocado por um novo coronavírus (2019-nCoV) detetado em dezembro passado, em Wuhan, capital da província de Hubei (centro). As Filipinas anunciaram também a morte de um cidadão de nacionalidade chinesa, vítima de uma pneumonia causada pelo novo coronavírus, a primeira vítima fatal fora da China.
Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais casos de infeção confirmados em 24 outros países, com as novas notificações na Rússia, Suécia e Espanha.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a emergência de saúde pública de âmbito internacional (PHEIC, na sigla inglesa) por causa do surto do novo coronavírus na China.
































