O ministro dos Negócios Estrangeiros fez hoje um ponto de situação sobre a comunidade portuguesa na Venezuela, que reúne cerca de 300 mil pessoas.
Augusto Santos Silva notou que, «infelizmente, a acrescentar aos quatro estabelecimentos comerciais que tinham sido objeto de saque aqui há dias, há a acrescentar ontem [quinta-feira] um incidente desse género com um estabelecimento comercial português na zona de Valência».
Ainda assim, vincou que, nesta última situação, «as autoridades locais de segurança foram irrepreensíveis em ajudar e em intervir».
«Felizmente, do ponto de vista de segurança de pessoas, não tenho ainda nenhum incidente a registar de que tenha sido vítima direta ou indiretamente a comunidade portuguesa», notou.
Para o governante, «isso é bom».
«Mas vivemos hoje um momento de grande tensão e renovo o meu apelo para que as manifestações de sábado decorram pacificamente, as forças de segurança atuem em respeito ao direito de as pessoas se manifestarem e que os portugueses e os luso-venezuelanos tenham os cuidados adicionais de segurança que eles sabem muito bem quais são», alertou o ministro.
A crise política na Venezuela agravou-se, na semana passada, com a autoproclamação como Presidente interino de Juan Guaidó, que contou de imediato com o apoio dos Estados Unidos (EUA) e que prometeu formar um governo de transição e organizar eleições livres.
Nicolás Maduro, no poder desde 2013, recusou o desafio de Guaidó e denunciou a iniciativa do presidente do parlamento como uma tentativa de golpe de Estado liderada pelos EUA.
































