O espetáculo 12 979 DIAS nasce pelas mãos da bailarina Diana Niepce, com o objetivo de «combater a discriminação da sociedade e perpetuar uma mudança em nós e nos outros». Em palco nos dias 4 e 5 de outubro, a partir das 21 horas, na Biblioteca Marvila, a performance de dança surge na sequência do Laboratório de Dança criado por Diana e conta com o apoio da Associação Salvador.
Como o próprio nome indica, 12 979 DIAS é o somatório de dias que os artistas que integram o elenco estiveram internados como resultado da sua condição física ou psíquica.
Contando as histórias de quem nele participa, este espetáculo aborda a estranheza da institucionalização, o espetáculo bizarro que esconde a ineficiência das políticas identitárias em torno da deficiência e expõe os corpos não normalizados como paralelo de muitos preconceitos que estão dentro de cada um de nós, numa linguagem dura e crua ao mesmo tempo.
André Ferreira, Bartosz Ostrowsky, Bruno Freitas, Carla Ribeiro, Diana Niepce, Joana Cadete, Karen Sampaio, Marta Xavier, Sara Ferreira e Paulo Sá são os rostos e corpos da deficiência, que diariamente quebram todas as barreiras e que dão corpo a esta performance.
12 979 DIAS mantém uma conotação forte de dança contemporânea, enraizada desde o Laboratório de Dança. Desassociando-se da crença de que a deficiência física não é compatível com artes performativas, a artista afirma que o que procura “é uma dança contemporânea disponível para todos, com um autoconhecimento e controlo do corpo”.
Diana acredita que as pessoas com deficiência “não tem uma voz presente no nosso país e aqui eles têm espaço para a sua própria identidade, sem julgamentos e com espaço para erro. Aqui a deficiência é uma virtude e a acessibilidade tenta tornar-se mainstream”.
Com entrada gratuita, 12 979 DIAS é um espetáculo acessível a todos, uma vez que conta com sessões com audiodescrição e com condições de acesso para pessoas com mobilidade reduzida, deficiência visual e surdos.
































