A Câmara de Arcos de Valdevez promoveu o encontro de dezenas de emigrantes com o concelho. Atrair mais gente e mais investimentos foi o objetivo do evento, que passou por Giela e Sistelo.
Mais de 30 associações e entidades arcuenses espalhadas por todo o mundo marcaram presença no 4.º Encontro da Diáspora.
João Manuel Esteves, presidente do município, convidou arcuenses de países como França, Venezuela, Canadá, EUA e Brasil, com a finalidade de dar a conhecer a realidade do concelho e os principais pontos de atração turística, como o Paço de Giela ou a aldeia de Sistelo.
«Este evento tem dois objetivos primordiais: o primeiro passa por estreitar os laços do município com a sua diáspora no mundo inteiro. O segundo objetivo é que a própria diáspora se conheça entre si. Portanto é uma grande oportunidade para intensificarmos o nosso relacionamento com as suas comunidades, quer as comunidades entre si e isso permite-nos reforçar o orgulho e o gosto pela terra e a forma como cada um pode ajudar as pessoas e empresas concelho», afirmou o edil, sublinhando que «é importante que esta ligação à terra se reforce e esta é uma forma muito mais rápida de dar a conhecer o nosso concelho».
O autarca arcuense destacou ainda que o encontro permite «ajudar-nos muito a levar as empresas portuguesas e arcuenses aos vários locais no estrangeiro. Isso permite intensificar as nossas exportações e atrair investimento para cá», o que, segundo o edil, está a acontecer cada vez mais ao nível da construção civil, mais propriamente da reabilitação urbana.
«Falamos sobre os incentivos fiscais e a redução de taxas, sobre o mercado de arrendamento que mudou, porque muitos destes nossos conterrâneos estão ligados a esse setor» disse João Manuel Esteves.
«Neste concelho há oportunidades: há oportunidades para viver, para trabalhar, para investir e para visitar”, reforçou o presidente.
Durante a sessão de apresentação, o autarca falou sobre as potencialidades do concelho em sete níveis: educação, saúde, ação social, investimentos industriais, turismo, reabilitação urbana e cultura.
Seguiu-se uma visita que começou no Paço de Giela, e terminou no centro da aldeia de Sistelo.
«Muitos destes conterrâneos podem não estar ao corrente daquilo que se está a fazer na aldeia de Sistelo e por isso queremos dar a conhecer os novos projetos e o que podem conhecer. No caso de Sistelo, trata-se um setor muito importante que é o do turismo ligado à natureza, com a ecovia, os trilhos, as ligações com o Parque Nacional Peneda Geres, a gastronomia, etc. Também quisemos mostrar um aspeto importante que é o cultural e, nesse sentido, o Paço de Giela tem muita força pela relação de identidade com o nosso concelho e com aquilo que é a fundação da nossa nacionalidade», concluiu João Esteves.
A visita terminou no restaurante “Cantinho do Abade”, na aldeia de Sistelo, onde os participantes puderam provar diversas iguarias, com destaque para a especialidade típica do Parque Nacional da Peneda-Gerês, a carne de vaca Cachena.
































