A enfermeira foi distinguida pelos pais de um bebé prematuro que não esqueceram o extremo cuidado com que acompanhou uma menina nascida com apenas 25 semanas.
Raquel Martins Pina emigrou para o Reino Unido há cinco anos em busca de melhores condições de vida. Hoje, com 29 anos, é enfermeira senior nos cuidados intensivos neonatais do Evelina London Children’s Hospital, um grande hospital pediátrico no centro de Londres. Recentemente recebeu um prémio que resulta do reconhecimento dos familiares de um doente.
A enfermeira foi distinguida pelos pais de um bebé prematuro que não esqueceram o extremo cuidado com que tratou e acompanhou Catherine, uma menina nascida com apenas 25 semanas.
“Raquel é o exemplo de tudo o que é maravilhoso no NHS (Serviço Nacional de Saúde inglês)”, declarou a representante da Greater London Lieutenancy na cerimónia de entrega do prémio da Guy’s and St Thomas’ Charity (que integra, entre outros, o hospital pediátrico onde trabalha a portuguesa), em Londres.
Infelizmente a menina sobreviveu apenas 48 dias e, nos últimos três, a enfermeira portuguesa não a largou, mudando até de turno para poder estar ao pé dos pais até ao fim. “Quando ela morreu, Raquel sentou-se pacientemente connosco e ajudou-nos a dar-lhe banho e a vesti-la. Foi atenciosa, prestável, calma e compreensiva, apoiou-nos num momento pelo qual nenhum pai deveria passar”, descreveu a mãe de Catherine, num relato emocionado.
No Reino Unido, os profissionais de enfermagem são avaliados anualmente e, caso cumpram os objetivos previamente definidos, sobem um ponto na carreira. Atualmente a enfermeira portuguesa está já na “banda 6”, é considerada enfermeira senior porque tem uma especialidade.
Apesar do “Brexit”, Raquel Martins Pina não pondera voltar para Portugal.
































