A meta da empresa é abrir dois espaços franchisados por ano.
Com 30 lojas próprias em Portugal e três franchisadas na Europa – Luxemburgo, Duran (Alemanha) e Amesterdão (Holanda) – a Eureka continua a aprofundar relações para a entrada nos mercados da Colômbia, Chile e Panamá, entre outros, ao mesmo tempo que prepara novas aberturas em França, no Reino Unido e na Bélgica. Todas este ano.
“Continuamos a namorar os sul-americanos, isto são coisas que levam o seu tempo. É um povo que precisa de contacto, não funciona só com os números. Vamos lá no final de abril para estreitar relações”, explicou ao Dinheiro Vivo, Filipe Sousa, administrador da Eureka.
A empresa diz tem sido assediada com muitos pedidos de informação sobre o negócio, com grupos venezuelanos, porto-riquenhos e dominicanos, entre outros interessados.
A Eureka, propriedade da fábrica Alberto de Sousa, de Vizela, está, ainda, a entrar no mercado canadiano, embora, para já, numa lógica, apenas, de produção de calçado para uma marca local.
“É uma ‘joint-venture’ que estamos a estabelecer. Para já, produzindo em regime de ‘private label’ (subcontratação). O passo seguinte será vendermos a nossa coleção e, se tudo correr bem, poderemos atribuir a este parceiro o ‘masterfranchise’ da Eureka no Canadá”, diz Filipe Sousa. Quanto aos Estados Unidos, e apesar da dimensão potencial do mercado, a Eureka assume que “é preciso esperar para ver”.
Para já, todas as baterias da empresa estão apontadas à Europa e à América Latina.
“Na Europa porque são países com os quais temos ligações há muitos anos, na América Latina porque queremos aí plantar uma semente para dar frutos futuros. São mercados que estão há 20 anos a crescer e que têm, ainda, um potencial de desenvolvimento enorme”, frisa.
A rede Eureka foi responsável por mais de nove dos 23 milhões de euros de faturação do grupo Alberto de Sousa, uma das maiores empresas de calçado nacionais, com uma capacidade de produção máxima de 2.400 pares ao dia. Um quarto da sua produção destina-se a abastecer a marca Eureka e o resto é vendido em regime de ‘private label’, com especial destaque para o mercado alemão e francês.
































