Crescimento de sete anos consecutivos e percurso positivo dos Estados-membros salientado pela Comissão Europeia que pede mais reformas estruturais.
O relatório anual de avaliação de prioridades económicas e sociais dos Estados-membros revelou sete anos consecutivos de crescimento, um número recorde de 240 milhões de trabalhadores e a criação de 15 milhões de empregos desde 2013, o que se traduz numa queda do desemprego médio para 6,6%.
Registaram-se também melhorias significativas no défice orçamental do PIB – 1%. Mas o verdadeiro motivo do otimismo da Comissão Europeia é outro: apesar do recente abrandamento, prevê-se um crescimento económico para além de 2020 que traz na asa um aumento do consumo e bons ventos de comércio internacional.
Ainda assim, o mencionado relatório alerta para a necessidade de prosseguir o esforço de investimento e insiste em políticas orçamentais responsáveis e reformas estruturais. É necessário não esquecer os países que ainda enfrentam excesso de pobreza, elevados níveis de desemprego e rendimentos inferiores aos que se verificaram antes da crise. Algumas destas problemáticas estarão incluídas no pacote de fundos 2021-2027.
No que diz respeito a Portugal, o Semestre Europeu identifica «desequilíbrios macroeconómicos», ou seja, segundo patamar mais gravoso na análise dos serviços comunitários, consequente da elevada dívida e do crédito malparado. No entanto, o bom comportamento do mercado laboral português pode ser a maré de sorte que, aliada a reformas estruturais na área orçamental, poderá melhorar a situação das contas públicas.
































