A exposição fotográfica ‘Recriar – Portugueses do Luxemburgo’, que documenta vários aspetos da imigração no Grão-Ducado, visa «mostrar aos portugueses como vivem os seus compatriotas no estrangeiro».
A mostra, que está patente na Fábrica Braço de Prata, em Lisboa, reúne imagens de quatro fotógrafos, dois luxemburgueses e dois portugueses, sobre vários aspetos da vida dos imigrantes no Grão-Ducado.
«Trazer estas imagens a Portugal é importante. No Luxemburgo são imagens familiares, mas é importante mostrar aos portugueses como vivem os seus compatriotas no estrangeiro», defendeu a curadora Atena Abrahimia, a preparar atualmente uma tese sobre a imigração portuguesa, na Universidade Católica, em Lisboa.
Filha de imigrantes iranianos no Luxemburgo, a jovem estudante, de 24 anos, contou, em entrevista à agência Lusa, que sempre a «fascinou haver tantos portugueses num país tão pequeno, sem mar, tão diferente de Portugal», tendo decidido dedicar a tese de mestrado a esta comunidade, que representa cerca de 16% da população do Grão-Ducado.
O título da exposição (“Recriar”) é uma alusão à forma como os primeiros imigrantes procuraram manter tradições portuguesas no Luxemburgo.
«Quando se mudaram para o Luxemburgo, os portugueses, tal como muitos outros imigrantes, importaram os seus hábitos, cultura e atividades. Pretendiam recriar uma vida semelhante à portuguesa no país de acolhimento, tendo aberto os seus próprios restaurantes, cafés e empresas e criado as suas próprias associações, clubes de futebol [e] grupos de danças folclóricas», pode ler-se no texto do catálogo da exposição, assinado por Atena Abrahimia.
A organizadora aponta ainda que a vida «entre duas ou mais culturas» pode resultar num sentimento «de não pertença», tanto no país de acolhimento como no país de origem.
A exposição pretende examinar, «através da fotografia, os desafios de identidade e pertença» desta comunidade, mostrando vários aspetos da vida dos portugueses no Luxemburgo.
A exposição, que conta com o apoio da Embaixada do Luxemburgo em Portugal, pode ser vista na Fábrica Braço de Prata até 30 de junho.
































