Os produtos e serviços desenvolvidos em centros de investigação portugueses precisam de adquirir escala para se afirmarem nos mercados mundiais, defendeu o secretário de Estado da Economia.
Para João Correia Neves, Portugal começa a ter «capacidade de, a partir do conhecimento, construir produtos e serviços ajustados às necessidades”, sendo que, mesmo assim, “é preciso um esforço maior».
«Temos tradicionalmente essa dificuldade de valorizar o conhecimento, do ponto de vista económico”, notou o secretário de Estado da Economia.
Segundo o governante, «há bons exemplos», mas é necessário que os projetos portugueses consigam ganhar escala e capacidade de afirmação nos mercados internacionais e isso «faz-se com persistência» e multiplicando os bons exemplos.
João Correia Neves frisou ainda que, para se conseguir chegar aos mercados mundiais, é também necessário ter capacidade de articular o conhecimento produzido nos centros de investigação portugueses com as empresas adequadas, «que tanto podem ser empresas portuguesas como internacionais».
«Em alguns casos, como a saúde, temos empresas de dimensão muito limitada. Se queremos ter patentes para uma escala internacional, temos que ir às empresas de topo dessas áreas e oferecer aquilo que temos de bom», defendeu.
































