A lei Macron apenas permitia que os armazéns abrissem durante 12 domingos por ano.
Depois de um ano e meio de negociações tensas, as grandes lojas parisienses vão passar a poder abrir aos domingos. Foi um passo importante para os armazéns franceses, uma vez que vão passar a tornar-se mais atrativos para os turistas internacionais, habituados a poder fazer as suas compras neste dia da semana.
Na segunda-feira, o grande armazém de moda Printemps conseguiu finalmente chegar a um acordo com a União Nacional dos Sindicatos Autónomos (Unsa), e vai estar autorizado a abrir aos domingos. O acordo entra em vigor “na Primavera”, disse a direção dos armazéns ao jornal francês Le Point.
A lei Macron foi aprovada a 15 de fevereiro de 2015 e previa a limitação dos horários do trabalho no comércio. Para os armazéns, significava que podiam estar abertos apenas durante 12 domingos por ano. Este acordo vai flexibilizar as regras deste diploma e permitir que os armazéns situados em zonas turísticas internacionais todos os 52 domingos do ano.
Mas esta flexibilização tem estado dependente da aprovação dos sindicatos, que têm levantado oposições, refere o Público.
As galerias Lafayette abriram pela primeira vez já no passado domingo, 8 de janeiro. Já o armazém Le Bon Marché ainda não divulgou uma data de abertura, mas as previsões apontam para o final de novembro.
O armazém BHV do bairro de Marais, que pertence ao grupo das Galerias La Fayette, foi o primeiro a conseguir negociar com os seus parceiros, estando aberto ao público aos domingos desde 3 de Julho de 2016.
Seis meses depois de ter começado a abrir aos domingos “o balanço é muito positivo, com um aumento no volume de negócios que ronda os dez pontos percentuais”, disse a direção da empresa ao Público.
Os armazéns BHV criaram 150 postos de trabalho para cobrir o horário de domingo, informam. As Galerias Lafayette, por sua vez, já recrutaram 330 pessoas para as próximas aberturas dominicais. Ao todo, prevêm criar 500 postos de trabalho, incluindo os postos de trabalho indiretos, como os de promotores de marcas. A empresa acredita que o número de vendas pode subir até 10% com os novos acordos.
































