A imagem do Senhor Santo Cristo sai à rua este ano na procissão de domingo, em Ponta Delgada, com uma capa oferecida por um emigrante nos Estados Unidos da América, um manto antigo.Saudade e devoção são os sentimentos dos emigrantes que regressam aos Açores por altura da festa religiosa, que termina a 10 de maio.
As Festas do Senhor Santo Cristo dos Milagres já começaram e com elas começou também a movimentação e azáfama que por estes dias se vive no Campo de São Francisco e ruas adjacentes, na Ilha de São Miguel.
Este ano, as festividades são presididas pelo Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel de Clemente. Hoje, dia 05 de maio, os peregrinos percorrem descalços e muitos de joelhos o Campo de S. Francisco, no cumprimento de promessas ao Santo Cristo dos Milagres. Durante a tarde, os peregrinos incorporam-se também na procissão da Mudança da Imagem do Santo Cristo, do Coro Baixo do Convento da Esperança para a igreja anexa, cumprindo um trajeto à volta do Campo de São Francisco.
O ponto alto dos festejos, que terminam no dia 10 de maio, é a procissão de domingo (06 de maio), que se realiza desde 1700 no quinto domingo depois da Páscoa, percorrendo as ruas da cidade com uma imagem do “Ecce Homo”.
Na madrugada de domingo, como é tradição, a imagem sai da Igreja do Santuário para a Igreja de S. José, um espaço maior que permite receber os milhares de peregrinos em vigília. O programa integra também, na manhã de domingo, uma solene celebração eucarística no adro do Santuário com a presença da imagem.
Na conferência de imprensa para divulgar a capa escolhida para cobrir a imagem do “Ecce Homo”, oferecida às freiras Clarissas pelo papa Paulo III há mais de 400 anos, o reitor do Santuário do Senhor Santo Cristo dos Milagres, Adriano Borges, explicou que “a capa não é nova e é a quarta vez que sai na imagem, e foi oferecida pelo emigrante José António Tavares Estrela, da Ribeira Grande”.
«Trata-se de uma capa em veludo feita na Cooperativa Nossa Senhora da Paz, em Vila Franca do Campo, enquanto que no convento as religiosas colocaram as joias», sublinhou, acrescentando a capa «tem mais de 700 diamantes».
Adriano Borges sublinhou que esta é «uma capa icónica», porque foi uma oferta «aquando das comemorações dos 300 anos da primeira procissão».
Foto em destaque ©Lusa
































