Em Macau, os jornais de língua portuguesa, também quiseram prestar tributo ao antigo Presidente da República.
Os jornais em língua portuguesa de Macau saíram ontem para as bancas com capas a preto e branco devido à morte do antigo Presidente da República Mário Soares, recordando o “último gigante” e um “lutador da liberdade”.
“O último gigante” referia o Hoje Macau na primeira página, com o subtítulo “Democrata. Republicano. Ateu. Profeta da tolerância e da liberdade. Humanista, capitalista, pragmático. Não haverá outro como ele”, enquanto o Jornal Tribuna de Macau destacava “‘Lutador da liberdade’ enaltecido em Macau” e o Ponto Final “Mário, Macau, Memória e Mácula”.
Uma fotografia de Mário Soares ocupava totalmente ou quase totalmente as primeiras páginas dos três jornais que assinalaram ontem a morte do antigo Presidente, uma vez que não são publicados ao fins de semana.
O Jornal Tribuna de Macau dedicou o maior número de páginas ao tema, com títulos como “O adeus ao ‘presidente de todos os portugueses'”, “Recordações de um ‘amor correspondido'” ou “As marcas de uma figura ‘insubstituível'”, bem como um editorial intitulado “No essencial, teve sempre razão”.
Já o Hoje Macau destacava “O democrata insaciável” ou “Macau no sapato” com o subtítulo “Faxes, mentiras e vícios”, ao passo que o Ponto Final titulava, entre outros, “Um homem popular e interessado por Macau que quase amaldiçoou o território” ou “‘Um grande político, um grande homem e um grande português’. Rocha Vieira sobre Soares”.
Mário Soares morreu no sábado, aos 92 anos, no Hospital da Cruz Vermelha, em Lisboa, onde esteve internado 26 dias, desde 13 de dezembro.
O funeral de Estado realiza-se hoje, a partir das 15H30, no Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.
Nascido a 07 de dezembro de 1924, em Lisboa, Mário Alberto Nobre Lopes Soares, advogado, combateu a ditadura do Estado Novo e foi fundador e primeiro líder do PS.
Após a revolução do 25 de Abril de 1974, regressou do exílio em França e foi ministro dos Negócios Estrangeiros e primeiro-ministro entre 1976 e 1978 e entre 1983 e 1985, tendo pedido a adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), em 1977, e assinado o respetivo tratado, em 1985.
Em 1986, ganhou as eleições presidenciais e foi Presidente da República durante dois mandatos, até 1996.
































