Lisboa acolhe hoje os chefes de Estado e de Governo de sete países do sul da Europa, numa cimeira que pretende procurar posições comuns sobre migrações, segurança e defesa e desenvolvimento económica e social.
A segunda cimeira de países do sul da Europa conta, pela primeira vez, com a presença de todos os líderes dos sete países – Chipre, Espanha, França, Grécia, Itália, Portugal e Malta.
O primeiro-ministro português, António Costa, será o anfitrião dos presidentes do Chipre (Nikos Anastasiades) e de França (François Hollande) e dos primeiros-ministros de Espanha (Mariano Rajoy), Malta (Joseph Muscat), Grécia (Alexis Tsipras) e Itália (Paolo Gentiloni).
Em cima da mesa estarão, essencialmente, três temas: crescimento económico, investimento e convergência; segurança e defesa e migrações.
O objetivo da cimeira não é fazer “um clube à parte”, mas promover uma partilha de opiniões e procurar uma “concertação de posições” entre países que, “pela geografia, relações históricas de vizinhança, afinidades culturais e convergência de posições em várias matérias, partilham uma perspetiva comum sobre vários temas da agenda europeia”, disse à Lusa fonte do gabinete do primeiro-ministro.
Os sete países pretendem “dar um contributo concreto” para a reflexão que a União Europeia lançou na cimeira de Bratislava, nomeadamente nas próximas etapas – cimeira informal de Malta (03 de fevereiro), Conselho Europeu da Primavera (09 e 10 de março, em Bruxelas) –, e para a preparação da Declaração de Roma, que assinalará, a 25 de março, o 60.º aniversário da assinatura do Tratado de Roma.
O encontro de hoje “será também uma oportunidade para reafirmar a confiança destes países no projeto europeu e a convicção de que a construção de uma União Europeia mais forte e mais coesa” – a 27 – é “uma prioridade que responde ao interesse nacional de cada um”.
Portugal vai procurar o apoio dos restantes países para propor “novas iniciativas que sejam consideradas úteis pelos cidadãos”.
O primeiro-ministro insistirá que a união monetária, “incompleta, agrava as dificuldades e acentua as assimetrias”, posição que defendeu na terça-feira passada, num seminário com cerca de 40 decisores e académicos europeus sobre o tema “Consolidar o Euro. Promover a Convergência”.
Na cimeira, António Costa apresentará as conclusões deste encontro, entre as quais a de uma nova combinação de políticas que conjugue a política monetária do Banco Central Europeu com a coordenação das políticas orçamentais dos Estados-membros; a conclusão da união bancária, através da concretização do sistema europeu de garantias de depósitos e a criação de uma capacidade orçamental própria da zona euro.
































