O maior navio de cruzeiros do mundo, o ‘Symphony of the Seas’, partiu no dia 31 de março para a primeira viagem oficial, com mais de 130 turistas portugueses, depois de ter chegado a Barcelona com 250 jornalistas do mundo inteiro.
O ‘Symphony of the Seas’ iniciou a primeira temporada de verão com cruzeiros pelo Mediterrâneo ocidental a partir de Barcelona, o primeiro dos quais, o inaugural, com mais de 130 portugueses de um total de pelo menos 5494 turistas a bordo, indo depois durante o inverno navegar pelas Caraíbas, num total de 52 partidas anuais.
O navio, de 228 mil toneladas, 362 metros de comprimento e 66 de altura, representa um investimento de 1,17 mil milhões de euros e começou a ser construído em outubro de 2015 no estaleiro de Saint Nazairre, no sul de França, onde ficou concluído em definitivo há cerca de uma semana e foi lançado ao mar.
Tem 2.774 camarotes com capacidade para hospedar até 6.780 turistas e a tripulação é composta por 2.175 pessoas de 60 nacionalidades diferentes, sendo que 16 delas são portuguesas.
Um naufrágio como o do ‘Titanic’, celebrizado no cinema, seria hoje improvável no ‘Symphony of the Seas’, porque, com a tecnologia existente a bordo, “a qualquer momento na sala de controlo conseguem saber a temperatura individual em cada quarto e ativar sistemas”, explica o diretor-geral, dando o exemplo de que “se houvesse uma área que estivesse inundada, o navio conseguiria chegar ao próximo porto” em segurança.
Inovações no cruzeiro
O ‘Symphony of the Seas’ oferece diversas experiências culturais, de lazer, gastronómicas e até tecnológicas aos passageiros sejam crianças ou adultos.
Entre as inovações no mundo dos cruzeiros, contam-se um espetáculo no gelo, com patinadores a dançar ao ritmo de músicas, um bar onde os robôs substituem os empregados e a bebida é pedida através de um ‘tablet’, um escorrega de 30 metros de altura, um teatro para acrobacias aquáticas, um restaurante com cozinha de infusão, ‘paintball’ com armas a laser e um jardim com árvores e plantas de cerca de duas mil espécies e onde se consegue ouvir o barulho de aves e cascatas de água.
A bordo há também preocupações ambientais, com reciclagem das águas e de todos os resíduos produzidos a bordo, produção da energia que consome, utilização de combustível com menor teor de enxofre e sistemas de purificação que permitem remover mais de 97% das emissões de dióxido de enxofre gerados pelos motores.
































