Mais de 350 atletas vão participar hoje, em Ílhavo, na Taça de Portugal de Petanca, considerada a ‘prova rainha’ de uma modalidade que tem vindo a conhecer um decréscimo no número de praticantes federados.
A competição decorre no Jardim Oudinot, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, no distrito de Aveiro, e conta com a presença da campeã olímpica Rosa Mota, embaixadora olímpica da petanca.
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Associação de Petanca da Zona Norte, Fernando Queirós, disse que a escolha do local da prova teve a ver com o objetivo de divulgar a modalidade na região e tentar atrair novos atletas.
«O problema que estamos a sentir na modalidade é o decréscimo de atletas. Chegámos a ter mais de dois mil atletas inscritos, mas nos últimos dez anos perdemos mais de metade», disse Fernando Queirós.
O dirigente diz que os atletas mais antigos têm vindo a desistir devido ao avançar da idade e o rejuvenescimento da modalidade «está a ser muito difícil», num país onde o futebol é rei.
«Os miúdos começam a praticar petanca com 10 e 11 anos, mas como o futebol é mais atrativo, mudam-se para o futebol. E depois, quando o dia de jogo coincide com a petanca, preferem o futebol», explicou.
O preço do material necessário para a prática desta modalidade é outro dos fatores que tem dificultado o aparecimento de novos atletas.
«Um conjunto de bolas razoável custa 100 euros, mas um jogo de bolas para um praticante da modalidade anda entre os 250 e os 300 euros e depois há alguns acessórios e as deslocações que é necessário fazer para ir aos torneios», referiu o mesmo responsável.
A petanca é um jogo de origem francesa criado no princípio do século XX, cujo nome vem da expressão “pieds tanqués”, que significa pés juntos.
É uma atividade que se pratica em equipas de um, dois ou três jogadores. O jogo consiste no lançamento de uma série de bolas metálicas com o objetivo de ficar o mais próximo possível de uma pequena bola de madeira (cochonette), lançada previamente por um jogador.
Jogada em todo o sul da Europa, a petanca foi trazida na década de 80 para Portugal pelos emigrantes. O Algarve é a zona do país que tem mais praticantes, dada a aproximação a Marrocos, onde a modalidade é muito forte.
































