As mais de três mil obras ligadas ao surrealismo português que integram a coleção da Fundação Cupertino de Miranda, vão estar patentes ao público a partir do dia 1 de junho no Centro Português do Surrealismo em Vila Nova de Famalicão, onde vai ser inaugurado pelo Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
«A qualidade, a diversidade e os atributos da coleção» que reúne 130 artistas do movimento surrealista, entre os quais Mário Cesariny e Artur Cruzeiro Seixas justificaram, desde a primeira hora, a criação deste novo espaço «mais amplo e com excelentes condições de visita», explica o diretor da Fundação Cupertino de Miranda, António Gonçalves.
O Centro Português do Surrealismo vai integrar uma sala de exposições com cerca de 400 metros quadrados, afirmando-se como «um espaço cultural único na região», como refere o responsável.
Segundo António Gonçalves, a nova estrutura que se pretende afirmar num futuro próximo como «um espaço incontornável de visita para quem está a estudar e se interessa pela arte moderna», pretende ser «não só um depósito, mas um centro ativo de estudo e investigação do surrealismo».
Para além da mostra das obras e objetos pertencentes à coleção da Fundação Cupertino de Miranda, a sala de exposições que ocupará todo o primeiro piso contemplará também um espaço para a apresentação de exposições nacionais e internacionais. A primeira que inaugurará o espaço é “O Surrealismo na Coleção Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian”, que possibilitará revisitar as obras ligadas ao Movimento Surrealista desta coleção e regressar ao acontecimento plástico desse período.
Para António Gonçalves trata-se de uma excelente coleção constituída por 67 obras e que «representa um estímulo à investigação e compreensão, quer de atitudes, quer de pensamentos, levados a cabo por autores que desafiaram a situação social e política da época, demonstrando audácia, inteligência e liberdade». Paralelamente à exposição será lançado um catálogo mais exaustivo sobre a coleção.
































