O Ministério da Cultura reconheceu em Diário da República a certificação do Museu de Santa Maria de Lamas, na Feira, e do Museu da Irmandade dos Clérigos, no Porto, como novos membros da Rede Portuguesa de Museus.
Assinado pelo ministro Luís Filipe Castro Mendes, o despacho reconhece que os dois museus «reúnem todas as condições para integrar a Rede» e refere que isso contribuirá para a «promoção do acesso à cultura e enriquecimento do património cultural português».
Fundado na década de 1950 pelo industrial corticeiro Henrique Amorim (1902-1977), o Museu de Santa Maria de Lamas acolhe os objetos multidisciplinares que, a título pessoal, esse vinha sujeitando a uma «recolha quase compulsiva» e dispondo ao estilo dos «gabinetes de curiosidades ou quartos das maravilhas europeus dos séculos XV a XVII».
Desde a sua criação, o edificado complexo do museu sempre se destacou «pela quantidade, qualidade e variedade tipológica e temporal do seu espólio», afirmando-se como «um caso particular na história da museografia portuguesa do século XX e recurso cultural e museológico único» – por marcar a história do colecionismo privado e pessoal de meados do século e retratar o mercado de arte e a museologia portuguesa ao tempo do Estado Novo.
Após uma intervenção científica de fundo que permitiu reorganizar o seu acervo, apresenta desde 2004 ao público coleções de diversos tipos de arte.
Já o Museu da Irmandade dos Clérigos, por sua vez, divulga património relativo ao conjunto arquitetónico dos Clérigos, que, classificado como Monumento Nacional desde 1910, integra a torre apontada como ‘ex-libris’ do Porto, a respetiva igreja e a Casa da Irmandade, musealizada em 2014.
A missão do museu é agora «dar a conhecer ao visitante e ao mundo a história da Irmandade dos Clérigos e do seu famoso arquiteto», num percurso em que se poderão admirar «diversas coleções de arte religiosa, com peças datadas do século XIII ao século XX, e também pintura, mobiliário, escultura, ourivesaria e paramentaria».
































