Depois de Fernando Pessoa, em 2001, é o segundo autor português a integrar a prestigiada coleção francesa.
A notícia da escolha de António Lobo Antunes para integrar esta coleção considerada de luxo e restrita, da qual faziam parte, até agora, apenas três autores vivos – Mário Vargas Llosa, Milan Kundera e Philippe Jaccottet – e um único português, Fernando Pessoa, foi recebida pela editora portuguesa do autor.
Segundo Maria da Piedade, da editora portuguesa do autor, «a entrada na Pléiade é o que de melhor há em termos de literatura internacional, em termos de prestígio internacional, só o Nobel se equipara».
Destacou ainda que a extensão da obra de Lobo Antunes implica um «trabalho longuíssimo de revisão», pelo que a sua escolha pela editora francesa se reveste ainda de maior importância, porque, para escolher uma obra tão trabalhosa, tem mesmo de ser considerada extraordinária.
«É preciso um grande empenhamento da Gallimard para publicar a obra do Lobo Antunes, porque é uma obra muito vasta. São 30 livros», declarou.
António Lobo Antunes, em declarações à agência Lusa, afirmou que este era o seu «maior sonho desde a adolescência, porque é o maior reconhecimento que um escritor pode ter».
































