Manuel Eduardo Vieira nasceu no Pico em 1945, foi para o Brasil, fixou-se nos Estados Unidos, e recebeu a visita do presidente do Governo dos Açores na sua fábrica de batata doce.
A empresa, conta Manuel Eduardo Vieira, começou em 1960, por iniciativa de um tio, irmão do seu pai, que emigrou para a Califórnia em 1920.
«Eu vou para o Brasil em 1962 e em 1977 tenho a oportunidade de comprar a empresa. Ele teve a empresa por 17 anos, eu tenho há 42 anos», confidencia o picaroto, conhecido como o “rei da batata doce”.
Atualmente, o empresário tem 800 funcionários a trabalhar consigo, mas «na época alta esse número sobe para 1400».
«Somos hoje o maior produtor e distribuidor do mundo de batata doce orgânica. Vendemos agora aproximadamente 100 milhões de quilos por ano para um mercado de 390 milhões de pessoas, entre os Estados Unidos, Canadá e México», conta, ladeado pelo presidente do executivo açoriano, Vasco Cordeiro.
Nos últimos anos, tem havido um «crescimento de 15 a 20% na parte biológica, a parte convencional tem-se mantido».
Exportar para a Europa é difícil, porque «não há produção suficiente para arriscar a venda» e, sendo a batata doce «um produto perecível, é um risco enviar o produto para tão longe, em contentores, em temperaturas às vezes não adequadas», explicou.
Aos jornalistas, Vasco Cordeiro elogiou o trabalho deste «açoriano na Califórnia» e valorizou o «conhecer de perto» do «trabalho extraordinário das comunidades», que «criam valor» e ajudam no progresso dos povos.
O governante, que se encontra em visita oficial à Califórnia até sexta-feira, destaca ainda que tem procurado dar a conhecer o que tem sido feito nos Açores «em termos de desenvolvimento e crescimento económico», para, «quem sabe», suscitar «oportunidades de investimento» junto de norte-americanos e lusodescendentes.
































