Os cidadãos portugueses que queiram permanecer nos EUA por menos de 90 dias, em negócios ou turismo, são dispensados de visto, desde que possuam passaporte de leitura ótica.
O Governo português desconhece qualquer impedimento de entrada nos Estados Unidos de cidadãos portugueses que tenham também nacionalidade de um dos sete países alvo da interdição decretada pelo Presidente norte-americano.
Segundo o Ministério da Justiça, mais de 100 cidadãos dos sete países incluídos na polémica proibição de entrada nos Estados Unidos pediram nacionalidade portuguesa nos últimos três anos, a maior parte estrangeiros residentes em Portugal.
Questionada se o Governo português pode assegurar que estes cidadãos, caso tentem viajar para os EUA, conseguirão entrar, com o passaporte português, uma fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) respondeu, em declarações à Lusa, que Portugal “não pode dar garantias sobre a atuação de entidades estrangeiras”.
Esta semana, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, assegurou que as autoridades portuguesas prestarão “imediatamente apoio” a cidadãos com dupla nacionalidade – por exemplo, portuguesa e síria – que se possam ver impedidos de entrar nos Estados Unidos.
Dos 108 cidadãos daqueles sete países – Iraque, Iêmen, Irã, Síria, Líbia, Somália e Sudão – que nos últimos três anos pediram nacionalidade portuguesa, a maior parte (75 casos) foi ao abrigo da lei que permite a nacionalização de estrangeiros residentes em território português, de acordo com os dados do Instituto de Registos e Notariado.
































