O investimento através dos vistos «gold» está este ano a cair. Até novembro, ascendeu a 698 milhões, menos 6% do que nos 11 primeiros meses de 2018.
O investimento captado através dos vistos ‘gold’ caiu para 37 milhões de euros em novembro, o que corresponde a uma diminuição de 51,9% face a igual mês de 2018 (77,1 milhões de euros), revelam as estatísticas do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).
Do total do investimento captado no mês passado, 33,9 milhões de euros correspondem ao requisito de aquisição de bens imóveis e 3,1 milhões de euros à transferência de capitais.
Em novembro último, foram atribuídos 64 vistos «dourados», dos quais 61 por via da compra de imóveis e três por transferência de capitais. Dos vistos ‘gold’ concedidos com a compra de imóveis, 17 corresponderam à aquisição com o objetivo de reabilitação urbana.
O investimento total proveniente de Autorizações de Residência para Atividade de Investimento (ARI) apresentou um recuo de 38% face a outubro, quando o investimento foi de 59,9 milhões de euros.
Nos primeiros 11 meses do ano, o investimento ascendeu a 698 milhões de euros, menos 6% do que em igual período de 2018.
Em mais de sete anos – o programa ARI foi lançado em outubro de 2012 -, o investimento acumulado até novembro totalizou 4,9 mil milhões euros, com a aquisição de imóveis a somar 4,46 mil milhões. Já os vistos concedidos por via da transferência de capitais totalizaram 480 milhões.
Desde a criação deste instrumento, que visa a captação de investimento estrangeiro, foram atribuídos 8.125 ARI: dois em 2012, 494 em 2013, 1.526 em 2014, 766 em 2015, 1.414 em 2016, 1.351 em 2017, 1.409 em 2018 e 1.163 em 2019.
Até o mês passado, em termos acumulados, foram atribuídos 7.655 vistos ‘gold’ por via da compra de imóveis, dos quais 439 tendo em vista a reabilitação urbana.
Por requisito da transferência de capital, os vistos concedidos totalizam 453 e foram atribuídos 17 por via da criação de, pelo menos, 10 postos de trabalho.
Por nacionalidades, a China lidera a atribuição de vistos (4.441), seguida do Brasil (858), Turquia (374), África do Sul (318) e Rússia (293). Desde o início do programa foram atribuídas 13.862 autorizações de residência a familiares reagrupados, das quais 2.047 este ano.
































